{"id":1671,"date":"2025-04-01T09:39:09","date_gmt":"2025-04-01T12:39:09","guid":{"rendered":"https:\/\/miguelramos.adv.br\/?p=1671"},"modified":"2025-04-01T10:26:46","modified_gmt":"2025-04-01T13:26:46","slug":"indenizacao-por-morte-nao-precisa-ser-repartida-entre-os-herdeiros-diz-tj-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miguelramos.adv.br\/?p=1671","title":{"rendered":"Indeniza\u00e7\u00e3o por morte n\u00e3o precisa ser repartida entre os herdeiros, diz TJ-SP"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1671\" class=\"elementor elementor-1671\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-48a9fd0 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"48a9fd0\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-dfc5d6d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"dfc5d6d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><em>A indeniza\u00e7\u00e3o por morte n\u00e3o comp\u00f5e o patrim\u00f4nio da pessoa que perdeu a vida e, dessa maneira, n\u00e3o precisa ser repartida entre os seus herdeiros.<\/em><\/p><p>Com base nesse entendimento, a 1\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo manteve a decis\u00e3o da ju\u00edza Sueli Juarez Alonso, da 2\u00aa Vara C\u00edvel do Foro Regional de Itaquera, na capital paulista, que negou o pedido de repasse de indeniza\u00e7\u00e3o feito por uma mulher ap\u00f3s a morte de seu irm\u00e3o. O colegiado tamb\u00e9m negou o pedido de ressarcimento por danos morais.<\/p><p>Segundo os autos, o irm\u00e3o da autora da a\u00e7\u00e3o morreu em acidente em composi\u00e7\u00e3o de trem. Por morar h\u00e1 anos com ele, a tia do homem foi indenizada em R$ 463 mil, por danos morais e materiais, al\u00e9m de ter direito a pens\u00e3o mensal. Na a\u00e7\u00e3o, a autora alegou que a tia repassou apenas R$ 10 mil da quantia recebida e pediu que o restante do dinheiro fosse dividido entre os herdeiros de seu irm\u00e3o.<\/p><p>Em seu voto, a relatora do recurso, M\u00f4nica de Carvalho, destacou que a indeniza\u00e7\u00e3o se fundou no v\u00ednculo existente entre o irm\u00e3o da autora e a tia, que moravam juntos havia anos, e no fato de que ele a auxiliava financeiramente, conforme documentos apresentados por ela.<\/p><p>\u201cNessa perspectiva, acertado o fundamento adotado na senten\u00e7a, de que \u2018o valor da indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o fazia parte do patrim\u00f4nio do falecido, portanto, n\u00e3o se trata de heran\u00e7a que deva ser inventariada e dividida entre os herdeiros. (\u2026) O valor recebido pela r\u00e9 n\u00e3o est\u00e1 sujeito a partilha\u2019\u201d, escreveu a magistrada.<\/p><p>Completaram a turma de julgamento os desembargadores Alberto Gosson e Claudio Godoy. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime.\u00a0Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do TJ-SP.<\/p><p>Apela\u00e7\u00e3o 0006640-95.2023.8.26.0007<\/p><p><strong>Fonte:\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-10\/indenizacao-por-morte-nao-precisa-ser-repartida-entre-os-herdeiros-diz-tj-sp\/\">Conjur<\/a><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A indeniza\u00e7\u00e3o por morte n\u00e3o comp\u00f5e o patrim\u00f4nio da pessoa que perdeu a vida e, dessa maneira, n\u00e3o precisa ser repartida entre os seus herdeiros. Com base nesse entendimento, a 1\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo manteve a decis\u00e3o da ju\u00edza Sueli Juarez Alonso, da 2\u00aa Vara C\u00edvel do Foro Regional de Itaquera, na capital paulista, que negou o pedido de repasse de indeniza\u00e7\u00e3o feito por uma mulher ap\u00f3s a morte de seu irm\u00e3o. O colegiado tamb\u00e9m negou o pedido de ressarcimento por danos morais. Segundo os autos, o irm\u00e3o da autora da a\u00e7\u00e3o morreu em acidente em composi\u00e7\u00e3o de trem. Por morar h\u00e1 anos com ele, a tia do homem foi indenizada em R$ 463 mil, por danos morais e materiais, al\u00e9m de ter direito a pens\u00e3o mensal. Na a\u00e7\u00e3o, a autora alegou que a tia repassou apenas R$ 10 mil da quantia recebida e pediu que o restante do dinheiro fosse dividido entre os herdeiros de seu irm\u00e3o. Em seu voto, a relatora do recurso, M\u00f4nica de Carvalho, destacou que a indeniza\u00e7\u00e3o se fundou no v\u00ednculo existente entre o irm\u00e3o da autora e a tia, que moravam juntos havia anos, e no fato de que ele a auxiliava financeiramente, conforme documentos apresentados por ela. \u201cNessa perspectiva, acertado o fundamento adotado na senten\u00e7a, de que \u2018o valor da indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o fazia parte do patrim\u00f4nio do falecido, portanto, n\u00e3o se trata de heran\u00e7a que deva ser inventariada e dividida entre os herdeiros. (\u2026) O valor recebido pela r\u00e9 n\u00e3o est\u00e1 sujeito a partilha\u2019\u201d, escreveu a magistrada. Completaram a turma de julgamento os desembargadores Alberto Gosson e Claudio Godoy. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime.\u00a0Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do TJ-SP. 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