{"id":1608,"date":"2025-02-08T18:47:39","date_gmt":"2025-02-08T21:47:39","guid":{"rendered":"https:\/\/miguelramos.adv.br\/?p=1608"},"modified":"2025-02-08T18:50:36","modified_gmt":"2025-02-08T21:50:36","slug":"medida-protetiva-posterior-nao-afasta-competencia-do-juizo-civel-originario-para-julgar-partilha-de-bens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/miguelramos.adv.br\/?p=1608","title":{"rendered":"Medida protetiva posterior n\u00e3o afasta compet\u00eancia do ju\u00edzo c\u00edvel origin\u00e1rio para julgar partilha de bens"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1608\" class=\"elementor elementor-1608\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c80bf7c e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"c80bf7c\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e6894e2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e6894e2\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"corpoDaNoticiaBox\" class=\"conteudo_texto\"><div id=\"ctl00_PlaceHolderMain_ctl06__ControlWrapper_RichHtmlField\" class=\"ms-rtestate-field\" aria-labelledby=\"ctl00_PlaceHolderMain_ctl06_label\"><p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que, em uma a\u00e7\u00e3o que discute exclusivamente a partilha de bens, ajuizada antes do pedido de medida protetiva pela mulher, deve ser preservada a\u00a0<span class=\"termo-glossario\" data-match=\"compet\u00eancia\" data-termo=\"compet\u00eancia\" data-significado=\"Capacidade legal para julgar um processo ou tomar uma decis\u00e3o.  \">compet\u00eancia<\/span>\u00a0do ju\u00edzo c\u00edvel em que o processo teve in\u00edcio.<\/p><p>O caso chegou ao STJ ap\u00f3s o ju\u00edzo da vara de fam\u00edlia declinar da\u00a0<span class=\"termo-intermed\" data-match=\"compet\u00eancia\">compet\u00eancia<\/span>\u00a0em uma a\u00e7\u00e3o de partilha de bens, sob o fundamento de que o posterior pedido de medida protetiva contra o autor da demanda, acusado de viol\u00eancia dom\u00e9stica, tornaria competente para o caso o ju\u00edzo da vara de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar.<\/p><p>O tribunal de origem, ao solucionar o\u00a0<span class=\"termo-glossario\" data-match=\"conflito de compet\u00eancia\" data-termo=\"Conflito de compet\u00eancia\" data-significado=\"Conflito de compet\u00eancia (sigla CC) \u00e9 um incidente processual em que se discute qual \u00f3rg\u00e3o judici\u00e1rio tem compet\u00eancia legal para julgar um caso.\">conflito de compet\u00eancia<\/span>\u00a0suscitado, fixou a vara de viol\u00eancia dom\u00e9stica como respons\u00e1vel pelo processo, por entender que as amea\u00e7as supostamente feitas pelo ex-marido estariam relacionadas \u00e0 divis\u00e3o dos bens.<\/p><p>No\u00a0<span class=\"termo-glossario\" data-match=\"recurso especial\" data-termo=\"Recurso Especial\" data-significado=\"O recurso especial (sigla REsp) \u00e9 dirigido ao STJ para contestar poss\u00edvel m\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o da lei federal por um tribunal de segundo grau. Assim, o REsp serve para que o STJ uniformize a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o federal em todo o pa\u00eds.\">recurso especial<\/span>\u00a0dirigido ao STJ, o Minist\u00e9rio P\u00fablico alegou que o processo trata apenas da partilha do patrim\u00f4nio do casal, raz\u00e3o pela qual deveria tramitar no ju\u00edzo c\u00edvel.<\/p><h2>Div\u00f3rcio ocorreu muito antes do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de partilha<\/h2><p>A relatora, ministra Isabel Gallotti, afirmou que, no caso dos autos, n\u00e3o se trata de a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio ou de dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, mas apenas de partilha de bens, tema que foi expressamente exclu\u00eddo da\u00a0<span class=\"termo-intermed\" data-match=\"compet\u00eancia\">compet\u00eancia<\/span>\u00a0dos juizados de viol\u00eancia contra a mulher, de acordo com o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2006\/lei\/l11340.htm#art14A%C2%A71\">artigo 14-A, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei Maria da Penha (Lei 11.340\/2006)<\/a>.<\/p><p>A relatora explicou que o div\u00f3rcio ocorreu cerca de tr\u00eas anos antes da proposi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de partilha de bens, que chegou a tramitar durante dois anos na vara de fam\u00edlia antes de ser enviada para o ju\u00edzo de viol\u00eancia dom\u00e9stica, devido ao superveniente ajuizamento do requerimento de medida protetiva pela mulher.<\/p><p>Ao fixar a\u00a0<span class=\"termo-intermed\" data-match=\"compet\u00eancia\">compet\u00eancia<\/span>\u00a0da vara de fam\u00edlia para processar e julgar a partilha do patrim\u00f4nio, Isabel Gallotti salientou que, mesmo que fosse o caso de a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio ou dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel e a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica tivesse come\u00e7ado ap\u00f3s o in\u00edcio do processo, este deveria continuar tramitando preferencialmente no ju\u00edzo em que se encontrasse.<\/p><p><em>O n\u00famero deste processo n\u00e3o \u00e9 divulgado em raz\u00e3o de segredo judicial<\/em>.\u00a0<\/p><\/div><\/div><div class=\"glossario-acessib esconder-acessib\"><div><strong>Fonte:<\/strong> STJ. Publicada em 14\/01\/2025. <strong>Foto de capa<\/strong>: Gustavo Lima\/STJ.<\/div><\/div>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que, em uma a\u00e7\u00e3o que discute exclusivamente a partilha de bens, ajuizada antes do pedido de medida protetiva pela mulher, deve ser preservada a\u00a0compet\u00eancia\u00a0do ju\u00edzo c\u00edvel em que o processo teve in\u00edcio. O caso chegou ao STJ ap\u00f3s o ju\u00edzo da vara de fam\u00edlia declinar da\u00a0compet\u00eancia\u00a0em uma a\u00e7\u00e3o de partilha de bens, sob o fundamento de que o posterior pedido de medida protetiva contra o autor da demanda, acusado de viol\u00eancia dom\u00e9stica, tornaria competente para o caso o ju\u00edzo da vara de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar. O tribunal de origem, ao solucionar o\u00a0conflito de compet\u00eancia\u00a0suscitado, fixou a vara de viol\u00eancia dom\u00e9stica como respons\u00e1vel pelo processo, por entender que as amea\u00e7as supostamente feitas pelo ex-marido estariam relacionadas \u00e0 divis\u00e3o dos bens. No\u00a0recurso especial\u00a0dirigido ao STJ, o Minist\u00e9rio P\u00fablico alegou que o processo trata apenas da partilha do patrim\u00f4nio do casal, raz\u00e3o pela qual deveria tramitar no ju\u00edzo c\u00edvel. Div\u00f3rcio ocorreu muito antes do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de partilha A relatora, ministra Isabel Gallotti, afirmou que, no caso dos autos, n\u00e3o se trata de a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio ou de dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, mas apenas de partilha de bens, tema que foi expressamente exclu\u00eddo da\u00a0compet\u00eancia\u00a0dos juizados de viol\u00eancia contra a mulher, de acordo com o\u00a0artigo 14-A, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei Maria da Penha (Lei 11.340\/2006). A relatora explicou que o div\u00f3rcio ocorreu cerca de tr\u00eas anos antes da proposi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de partilha de bens, que chegou a tramitar durante dois anos na vara de fam\u00edlia antes de ser enviada para o ju\u00edzo de viol\u00eancia dom\u00e9stica, devido ao superveniente ajuizamento do requerimento de medida protetiva pela mulher. Ao fixar a\u00a0compet\u00eancia\u00a0da vara de fam\u00edlia para processar e julgar a partilha do patrim\u00f4nio, Isabel Gallotti salientou que, mesmo que fosse o caso de a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio ou dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel e a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica tivesse come\u00e7ado ap\u00f3s o in\u00edcio do processo, este deveria continuar tramitando preferencialmente no ju\u00edzo em que se encontrasse. O n\u00famero deste processo n\u00e3o \u00e9 divulgado em raz\u00e3o de segredo judicial.\u00a0 Fonte: STJ. Publicada em 14\/01\/2025. 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